Seria esse o caminho para a cura da AIDS?

A AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) é causada pela contaminação dos linfócitos T Cd4 pela presença do vírus HIV. O retrovírus invade o organismo através de relações sexuais, via sanguínea, via placentária e/ou aleitamento materno. Já matou milhões de pessoas e está presente em tantos outros milhões como uma das maiores pandemias existentes.
A ciência já conhece bastante sobre as características do retrovírus, sobre como ele se transmite, mas como resolver os problemas trazidos por ele ainda é um mistério.

 

DE ONDE SURGIU O HIV?

A hipótese mais aceita é a de que o HIV tenha transpassado a barreira das espécies por volta de 1930, vindo de primatas como o chimpanzé. Talvez pelo costume de se alimentar desses animais em certas regiões da África.  A transmissão entre seres humanos teria ocorrida influenciada pela aplicação de vacinas contra pólio que estariam contaminadas.

 

  • OS ANOS 80- 90

    No final dos anos 80 a doença tornou-se pública e preocupante, uma vez que os casos só aumentavam. Hemofílicos e gays eram os primeiros grupos no qual o vírus manifestava-se com intensidade, mas logo mulheres e crianças passaram a endossar o número de casos. As pesquisas não traziam resultados satisfatórios para cura na época, porém novos medicamentos que inibissem a reprodução dos vírus, o coquetel. Dentre eles, o AZT, que afeta o funcionamento da transcriptase reversa. Além do surgimento do principal método de prevenção via sexual, o preservativo.

 

A PANDEMIA ESTAVA INSTAURADA

Milhões de contaminados no mundo todo. Uma das maiores pandemias já registrada. E agora?
Muitos dos infectados são apenas soropositivos, ou seja, têm suas células contaminadas pelo HIV, mas não manifestam o conjunto de sintomas referente a sua presença, isso significa que não apresentam AIDS. A evolução dos medicamentos e do conhecimento sobre os mecanismos de reprodução do vírus permitiram o aumento da sobrevida dessas pessoas.
Seria possível, então, a cura total? A resposta, por enquanto, é não. Mesmo assim, três casos de “cura” intrigaram a ciência nos últimos anos.

 

  • O BEBÊ DE MISSISSIPI

    Nos EUA, no estado de Mississipi, em 2013, nasceu uma menina contaminada com o HIV que passou a receber o tratamento antirretroviral trinta horas após o nascimento. Os testes subsequentes ao longo dos dezoito meses de tratamento mostraram a remissão do vírus a níveis considerados tão baixos que poderiam usar a “cura” como resultado. A menina ficou dez meses sem receber tratamento e os níveis virais ainda não haviam aumentado.
    Uma notícia triste para ciência surgiu quando a menina estava com quatro anos de idade, o vírus ressurgiu. Os médicos não sabem qual(is) fator(es) teriam favorecido tal evento.

 

  • O PACIENTE DE BERLIM

    Timothy Ray Brown

Considerado o primeiro paciente a ser curado da AIDS, Timothy Ray Brown, o paciente de Berlim, em 2006, descobre uma leucemia além da presença do HIV em seu organismo. O tratamento quimioterápico não apresentou sucesso e uma outra alternativa foi utilizada pela equipe médica que o tratava, um transplante de medula.
Foi necessário encontrar um doador compatível e que ainda apresentasse uma mutação que leva à ausência de produção de uma proteína importante para a reprodução do vírus, assim os dois problemas seriam combatidos.
No primeiro transplante, o vírus foi combatido, mas o câncer continuava manifestando. Foi só no segundo transplante com o mesmo doador que ele foi eliminado.
Timothy está livre do HIV até hoje.

>>>>>> Veja aqui a entrevista do paciente de Berlim com Drauzio Varela.

 

  • O PACIENTE DE LONDRES

    Em março de 2019, foi anunciado o segundo caso de cura real da AIDS. Um paciente em condições semelhantes ao paciente de Berlim recebeu um transplante de medula para curar um linfoma e ao mesmo tempo controlar o HIV.



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